♥ O Caminho Certo ♥
Ed: 01 - Editora Angel

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Sinopse:
Até onde a morte poderia mudar a vida de uma pessoa? Paloma sempre teve tudo o que quis na vida, até ver seu mundo se desmoronar com o suicídio de sua mãe. Em sua longa busca pela superação, ela conhece Ricardo; um rapaz intenso e pronto para virar sua vida de cabeça para baixo. Entretanto, ambos carregam cicatrizes do passado. Ricardo não quer entregar seu coração novamente, enquanto Paloma precisa se reencontrar. Qual seria o caminho certo? Um grande amor seria capaz de curar um coração partido?



"Hoje fico em casa porque não quero esquecer.
Quero ter consciência de quem eu fui e quem eu sou e saber o que realmente importa.
Não quero esquecer meus erros e pecados...
Eles precisam ser lembrados para que sejam sentidos e consertados.
No fundo, sei que mereço sentir a dor todos os dias,
 mas também sei que preciso superá-la. E esquecer não é o melhor caminho."
pág. 240




BOM!



E lá vamos nós! 

É complicado para mim começar a falar desse livro. Porque não amei, mas também não odiei. Os pontos altos e os pontos baixos estão em um mesmo nível. Não sei se foi por puxação de saco ou se as pessoas realmente acharam que o livro era tudo isso, mas não consegui encontrar todas as maravilhas que li em algumas resenhas.

Sou da seguinte premissa de que não existe livro ruim, apenas leitores errados para livros errados. Seguindo por esse pensamento cheguei a conclusão de que não sou o público alvo desse enredo. Apesar de amar romances, amar dramas, ele simplesmente não me conquistou ao ponto de me arrebatar por completo e terminei o livro com aquela sensação de que ele é muito bom, mas poderia ter sido muito melhor e mais enxuto. 

Ao meu ver faltou sentimento, encontrei um livro muito bem escrito, com situações que poderiam ter me levado as lágrimas, mas não chegou nesse ponto. Paloma a mocinha, como na sinopse já deixa claro, é mimadinha e cheia de frescura, o que não gosto, pois sempre se tornam pedantes, mas resolvi entrar na leitura pensando que eu poderia me surpreender, mas não foi assim. No início conhecemos uma menina cheia de si, certa de quem ela é e o que ela quer da vida, aí a vida dela mudou ela se tornou uma menina insegura, medrosa, chorona e isso me cansou, me cansou muito. Faltou um pouco mais de atitude e mais de força de vontade para me convencer.

Ricardo, bem, não é o tipo de mocinho que eu curta muito, galinha e comedor, nem tenho muito o que falar sobre ele. Se mostrou forte, decidido, responsável pelo irmão mais novo e aí do nada, surta, vira um crianção, tudo é culpa dele, tudo ele tem de proteger todo mundo e... bem, também me cansou um pouco. A primeira vez dos dois também deixou muito a desejar, sei que a ideia não é um livro erótico, mas poderia ter tido mais envolvimento, mais romantismo... ao meu vez foi um pouco frio, principalmente se comparada a química que há entre o casal.

O livro tem aproximadamente de 440, o que é muita coisa  para um romance. Sou da seguinte opinião, um romance tem de ser excepcionalmente maravilhoso para passar de 300 páginas, tem de ter muitas reviravoltas e muitas coisas para acontecer, se for o contrário ele se torna imensamente repetitivo e cansativo. E O Caminho Certo, não é um desses livros cheios de reviravoltas, que nos fazem roer a unha e algumas coisas foram muito, mas muito repetitivas mesmo e nem tudo foi explicado, deixando muita coisa em aberto para o próximo volume, mas garanto que, ao meu ver, não foi um desastre total, apesar de assim parecer.

Bem, vamos a trama. 

O livro começa com Paloma encontrando a mãe morta na banheira de casa no dia de seu aniversário de dezoito anos e simplesmente surta. A mãe era a única pessoa no mundo que ela sabia, que a amava verdadeiramente. Após encontrar o corpo da mãe, ela simplesmente veste sua melhor roupa e vai para a balada encher a cara e 'esquecer' tudo o que está vivendo. Antes de sair da faculdade, ela conhece um menino tímido, nerd, que ela nunca prestou muita atenção e passa seu celular para ele, achando que ele era mais um apaixonado por ela, mas que jamais teria nenhuma chance.

Totalmente bêbada, ela vai parar numa praia e acaba dormindo na areia, onde Miguel, o menino nerd, a encontra e a ajuda a voltar para casa. Quando chega em casa, encontra seu pai de partida mais uma vez e se sente abandonada novamente. Para resolver seus problemas ela vai de uma noitada a outra, uma bebedeira a outra e momentos de pura depressão em casa. A vida, que até então tinha sido maravilhosa para ela, acaba de lhe puxar o tapete e ela precisa encontrar um motivo para recomeçar.

De posse do diário de sua mãe, ela vai descobrindo que seu pai nunca quis um filho e que ele também tem outra família, o que a leva a tentar mudar tudo, se desvincular dele e seguir sua vida sozinha. Sendo assim, ela sai de casa e consegue um emprego no quiosque onde Ricardo e Miguel trabalham.

Ela e Ricardo tem suas rusgas e implicâncias e cada um sente uma forte atração pelo outro, mas ninguém quer dar o braço a torcer. Após presenciar o pai com outra mulher na casa que foi da mãe, Paloma resolve pedir guarida aos irmãos que permitem que ela vá morar com eles. Agora lidar com a atração que ela e Ricardo sente será ainda mais complicado.

Ao entrar na vida dos rapazes ela não fazia ideia que ambos também traziam consigo também uma perda como a dela e dividir suas dores os levará a conhecer e a lidar com as mudanças necessárias para fortalecê-los.

Bem, acho que se eu estivesse na pele da Paloma não conseguiria ter cabeça para sair pra bebedeira e ficar com vários caras com a desculpa de esquecer. Sério, gente, encontrar a mãe morta com os pulsos cortados, eu não teria cabeça pra nada... ia ficar entupida de tarja preta e jamais, sério, jamais deixaria que um criado cuidasse dos assuntos do velório da minha mãe! Gente, é mãe, poderia não ter cabeça para lidar com as coisas, mas deixar de me despedir, nunca! E ela nem vai ao enterro da mãe, mas cada um lida com a dor do seu jeito, então relevei e segui a leitura. Ah! Os motivos pelos quais a mãe dela tirou a própria vida, não me convenceu muito, mas também relevei... como sempre.

Com todos os contras que relatei até aqui, acho que posso dizer que não foi tudo um caso perdido. Vamos lá... o romance em si foi fofo, o envolvimento do casal foi interessante de acompanhar , tinha química e foi o que salvou em parte o enredo. Algumas coisas foram muito repetitivas, as infantilidades da Paloma de ficar sempre chorando, dando chilique ou batendo no Ricardo foi um pouco irritante, mas o Ricardo, a forma como ele lidou com tudo foi legal e eu gostei.

No geral, as descobertas e a forma como eles lidaram com tudo, podem não ter sido do meu agrado, mas foi interessante de acompanhar o desenrolar da trama. Eles amadurecem, aprendem a lidar com seus medos e seus fantasmas e isso foi bem legal de se ver. Como disse, ainda ficaram algumas arestas nessa trama que, possivelmente, serão atadas no próximo livro da série, mas ela é uma leitura boa, válida e pode agradar leitores menos exigentes que eu... rs

 

11 Comentários

  1. Ola
    Concordo com vc, nem sempre o livro e lido pelo público alvo dele. Isso não quer dizer que seja ruim.
    Esse é um livro que apesar da sua resenha ótima e sincera, não me chama a atenção.
    Vejo que temos muito em comum na leitura.
    Bjss

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  2. Oie

    Já me senti assim com livros que li. E cheguei a conclusão também que o livro não era ruim, eu que não me encaixei no público alvo.
    Pela sua resenha acho que esse também não me agradaria, primeiro ponto, um romance com mais de 400 páginas para mim também deve ser o romance, com muitas reviravoltas e assuntos, senão fica mesmo cansativo.
    Outro ponto não curti nem a mocinha, mimada e cheia de frescura, detesto muito mimimi kkkkkkkk e mocinho nesse estilo também não curto. Por isso acho que não leria o livro. Mas é como falei, isso é pra mim, vai de gosto mesmo.
    Excelente resenha, adorei sua sinceridade!

    bjs
    Fernanda
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  3. Ola
    Também já peguei um livros desses que não é ruim, só não funcionou comigo.
    E como não sou fã de romance já não sou o publico deste também, ainda mais com mocinha chorona, aí é que não funciona mesmo.
    Gostei demais de sua resenha e seus motivos são muito bons para mim, não é porque todos gostaram que temos que gostar também, né ^^
    Beijos

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  4. Oi!
    Concordo muito com você! Nenhum livro vai agradar todo mundo por ser bom, é o que sempre falo quando as pessoas ficam surpresas por eu não ter morrido de amores por A Culpa É Das Estrelas. É o que acontece com esse tipo de livro, alguns eu acabo gostando, mas não me favorece tanto assim. Sua resenha está incrível! Parabéns!
    Abraço!

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  5. Oie!
    Esse é aquele tipo de livro meio termo, onde você gosta, mas nem tanto assim. A leitura vale, mas é esquecível. Eu não sabia dessa publicação, e como não é um dos melhores, vou deixar para outra hora. Quem sabe mais para frente.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  6. Olá,
    Fico triste de saber que o livro não te arrebatou.
    Também tenho a mesma opinião que não há livros ruins, talvez até mesmo seja o momento que não é propício para tal leitura.
    Gostei da resenha e sou apaixonada pelo gênero. Pretendo ler.

    http://leitoradescontrolada.blogspot.com.br/

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  7. Ooi! Nunca li o livro, mas concordo com o que você disse sobre personagens cheias de frescura, choronas, etc... Aff, isso me irrita que nem consigo me envolver com mais nada do enredo hahaha não curti a ideia do livro, na verdade, e isso não tem exatamente a ver com sua opinião. Também achei a capa meio estranha...
    Bom, sou exigente também, então te entendo rs parabéns pela sinceridade!
    Bjs

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  8. Olá!

    Não conhecia esse livro, mas gostei dos pontos de vista que você abordou. Tipo, se minha mãe morre, eu não saio pra beber, menos ainda se eu a encontro morta no dia do meu aniversário, é loucura. Não sei se o leria, mas 400 páginas pra um romance, acho muito mesmo, deve ter bastante linguiça.

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  9. Olá,
    É bem complicado quando nos deparamos com livros que nos dão essa sensação, de que faltou um up para a história realmente engrenar. Não sou muito fã de narrações repetitivas, isso talvez me irritaria demais durante a leitura. A reação de Paloma perante a morte da mãe para mim também é incompreensível, só entrando realmente na cabeça da personagem para entender.
    Bjim!
    Tammy

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  10. Olá
    não conhecia o livro mas gostei do enredo e do gênero, parece ser uma história bem interessante e quem sabe um dia eu arrisque quando tiver mais tempo

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  11. Oie!
    Eu não conhecia o livro, achei a capa muito linda, mas entendo completamente a sua situação.
    Gosto também muito do gênero e a história em si me chamou a atenção. Mas a sua resenha me afastou totalmente dele.
    Adorei a sua sinceridade e a forma linda e educada que o resenhou, parabéns.

    Beijos

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